Uso de tecnologia cresce nas grandes cidades e transforma a forma como decisões são tomadas
A forma como os condomínios realizam assembleias está passando por uma mudança significativa. Nos últimos dias, levantamentos recentes indicam um aumento expressivo no uso de assembleias digitais e híbridas, principalmente em grandes capitais como São Paulo.
O modelo, que ganhou força durante a pandemia, deixou de ser uma alternativa emergencial e passou a fazer parte da rotina de muitos condomínios. A principal vantagem é clara, mais participação. Moradores que antes não conseguiam comparecer presencialmente agora conseguem votar, opinar e acompanhar decisões importantes.
Na prática, isso tem impacto direto na gestão. Síndicos relatam que assembleias que antes eram canceladas por falta de quórum agora conseguem avançar com mais facilidade. Em um condomínio na zona sul de São Paulo, por exemplo, uma assembleia que precisou ser remarcada duas vezes foi finalmente realizada com sucesso após a adoção do modelo híbrido.
Por outro lado, o novo formato exige organização. A validação de presença, controle de votos e registro em ata precisam ser feitos com precisão. Muitos condomínios passaram a utilizar plataformas específicas para garantir segurança e transparência.
Outro ponto importante é a adaptação dos moradores. Nem todos estão familiarizados com tecnologia, o que exige comunicação clara e, em alguns casos, suporte da administração.
A tendência é de crescimento contínuo. A digitalização das assembleias não apenas facilita a participação, mas também fortalece a governança, tornando as decisões mais representativas e reduzindo conflitos internos.

